terça, 21 de agosto de 2018
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Pesquisa do IPEA reafirma preconceito contra a Mulher!

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Muito se tem falado da Pesquisa realizada pelo IPEA - Instituto de Pesquisas Aplicadas. Na verdade trata-se de Estudo destinado a medida a Tolerância social à violência contra as mulheres, dentro de um Sistema de Indicadores de Percepção Social – SIPS, em que foi observado um resultado no mínimo preocupante.

Apesar de a pesquisa ter concluído que 91% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que “Homem que bate na esposa tem que ir para a cadeia”, 58% desses entrevistados concordaram total ou parcialmente com a afirmativa “se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros”.

Essa conclusão tem gerado muita polêmica, mas o que é mais preocupante é o fato de que a maioria dos entrevistados acreditam ou defendem que os casos de agressão e desentendimentos no âmbito doméstico devam ser tratados dentro do ambiente familiar. Para se ter uma ideia, 63% dos entrevistados concordaram total ou parcialmente que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”, 89% tendem a concordar que “a roupa suja deve ser lavada em casa” , e 82% que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

É preciso destacar que a concordância com tais afirmações é frustrante, já que a manutenção e defesa de tais condutas contribui significativamente para o aumento dos casos de violência contra a mulher, tanto no âmbito doméstico quanto fora dele, num momento que lutamos para reduzir esse quadro.

O resultado da pesquisa traz a lume a necessidade de o Poder Público investir cada vez mais em educação, recursos e pessoal como meio de orientar a população sobre os malefícios que a violência contra a mulher pode causar não só para os familiares, mas também para a sociedade como um todo.

Ora, por causa da violência que as mulheres sofrem, muitas trabalhadoras são afastadas por médicos que percebem a incapacidade dessas para as funções laborativas em função de seu comprometimento emocional ou físico.

Não bastasse, a pesquisa em tela demonstrou que a população questionada tem tendências homofóbicas claras, quando mais de 38% dos entrevistados discordaram da afirmativa de que “Um casal de dois homens vive um amor tão bonito quanto entre um homem e uma mulher”.

Veja-se então, que o problema aqui é muito mais amplo, já que se trata de mudar conceitos arcaicos e enraizados por tantos anos de forma a dificultar o reconhecimento da transformação do mundo em que vivemos.

Nesse sentido, o assunto traz à tona a necessidade de as autoridades públicas e organizações não governamentais trabalharem em conjunto para construir uma concepção de igualdade sem discriminação e preconceito.

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